segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Arte da Guerra - A Defesa




Rádio Raposa disse:
O Maior de Minas vem mostrando a importância de uma defesa sólida.
Quando a teve, venceu, quando a negligenciou, foi derrotado.
Para nossos Guerreiros e nosso Comandante, vai um texto retirado do Livro "A Arte da Guerra" do chinês Sun Tzu.
Se o Time Azul Estrelado seguir esses ensinamentos, venceremos batalhas e quem sabe até a GUERRA. 


SUN TZU disse:

Na antiguidade o perito em batalha se colocava fora da possibilidade de derrota, e esperava que o inimigo expusesse a vulnerabilidade. Garantir-nos de não ser derrotado está em nossas mãos, porém a oportunidade de derrotar o inimigo é dada por ele mesmo. Por isso se diz:
“A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque”

        Manter-se e assumir posição defensiva, é porque a força do inimigo é esmagadora, porém lançar-se ao ataque é porque a força do inimigo é deficiente. O especialista em defesa, oculta a si mesmo no mais profundo e indecifrável canto da terra. O especialista em ataque desfere o golpe de cima das mais altas esferas do Céu. Dessa forma, ele é capaz de, ao mesmo tempo, proteger a si mesmo e alcançar a vitória completa.

        Ver a vitória apenas quando ela está ao alcance da visão de todos não é o máximo da superioridade. O verdadeiro mérito está em planejar secretamente, deslocar-se subitamente, frustrar as intenções do exército inimigo e finalmente chegar à vitória sem derramamento de sangue. Pois, não requer muita força levantar a penugem de um coelho no outono, nem olhos penetrantes para distinguir o sol da lua, muito menos ouvidos apurados para ouvir o ronco do trovão.

        Os hábeis comandantes vencem a batalha depois de terem criado as condições apropriadas. Um comandante inteligente não apenas vence, ele se sobressai derrotando o inimigo com facilidade. Eles prevêem todas as eventualidades, conhecem a situações do inimigo e não ignoram o que podem fazer e até onde podem ir. A vitória é uma decorrência natural desse saber. Porém, suas vitórias não lhe garantiam nem a reputação de sábio, nem o mérito do homem de valor. Pois, o homem comum não dá grande credibilidade a uma vitória que foi obtida longe dos olhos da sua compreensão. Assim eram nossos ancestrais: Não acreditavam que elogios como “corajosos”, “heróis” ou “invencíveis”, fossem um tributo que tivesse merecido, atribuíam sim, seu sucesso ao cuidado extremo que tinham em evitar o menor deslize.

        O comandante inteligente vence as batalhas evitando cometer erros, é isso que garante a vitória completa, pois significa conquistar um inimigo já derrotado. O comandante hábil assume uma posição tal, que não pode sofrer nenhuma derrota; não negligência nenhuma circunstância que garanta aniquilar o inimigo. Portanto, um exército vitorioso só entra na batalha depois de ter garantido a vitória, enquanto um exército derrotado só procura a vitória depois de ter entrado na luta.

        Um comandante vitorioso não permite que as tropas mostrem uma confiança demasiado cega, uma confiança que degenera em presunção. As tropas que sonham com a presunção da vitória são debilitadas pela preguiça. Ao contrário, aquelas que, sem pensar na vitória, exigem o combate, são tropas enrijecidas pelo trabalho, aguerridas, destinadas a vencer. Um especialista no uso de tropas constrói seus fundamentos sobre a doutrina do Tao (caminho), seguindo firmemente as normas militares. Assim, estará preparado para ser o árbitro da vitória e da derrota.

        Dentro de uma primeira vantagem, não esmoreça nem dês a tuas tropas um repouso precipitado. Empunha a espada com a mesma rapidez de uma torrente que se precipita de um despenhadeiro. Que teu inimigo não tenha tempo sequer de perceber o que está acontecendo e somente recolher os louros da vitória quando o inimigo estiver aniquilado, dando-te assim, condição de fazê-lo com segurança e tranqüilidade.

6 comentários:

RÁDIO RAPOSA disse...

Para quem quiser saber mais sobre o Sun Tzu.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sun_Tzu

Anônimo disse...

Muito legal e oportuno o texto. Destaco dois pontos:
- “A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque”. Cansei de ver times serem vencedores desta forma. O São Paulo por exemplo, ganhou tres brasileirões com uma defesa forte, e jogando no erro do adversário, que ia pra cima.
- "confiança demasiado cega, uma confiança que degenera em presunção." Isto serve para os galináceos, não precisa dizer nada.
Tomara que estes tipos de ensinamentos cheguem ao Roth, e que ele dê de "ombros" para alguns da imprensa, que vem detonando o técnico com discursos vazios de "futebol arte, pra frente".
Temos mesmo que nos agarrar a defesa e marcação, confio em dias melhores.

Bruno Rádio Raposa

Anônimo disse...

Muito legal e oportuno o texto. Destaco dois pontos:
- “A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque”. Cansei de ver times serem vencedores desta forma. O São Paulo por exemplo, ganhou tres brasileirões com uma defesa forte, e jogando no erro do adversário, que ia pra cima.
- "confiança demasiado cega, uma confiança que degenera em presunção." Isto serve para os galináceos, não precisa dizer nada.
Tomara que estes tipos de ensinamentos cheguem ao Roth, e que ele dê de "ombros" para alguns da imprensa, que vem detonando o técnico com discursos vazios de "futebol arte, pra frente".
Temos mesmo que nos agarrar a defesa e marcação, confio em dias melhores.

Bruno Rádio Raposa

Anônimo disse...

Quando li esse trecho do livro achei que o Bruno ia gostar.
Afinal, ele sempre foi nosso especialista em defesa e sempre defendeu (hehehe) que deviamos fazer um time forte na retaguarda.

Júlio Rádio Raposa

Alexandre Ubaldo disse...

As tropas que sonham com a presunção da vitória são debilitadas pela preguiça!

Sou eu, ou vocês acham que essa frase define o Cruzeiro contra o Corinthians ontem em?

RÁDIO RAPOSA disse...

Concordo. Preguiça.... essa palavra tem definido bem o time do cruzeiros.